sábado, 29 de novembro de 2008



O caminho do meio


O amor, dizem, nos tira a razão
E sem razão voltamos a ser crianças
Queremos colo, aconchego, proteção
queremos descobrir o mundo, aprender coisas novas
ao mesmo tempo tendo quem nos ama ao alcance dos olhos...

As vezes não nos importamos por coisas grandes (coisas de "adulto")
E em outras fazemos as mínimas grandes e rimos ou choramos muito por isso

Qual criança, neófito por amor,
Lá no peito estão os sonhos que tenho contigo,
no brilho dos olhos a sede de vida ao teu lado
Lanço-me sem medo nos teus braços
Sei que não me deixara cair, não importa a que altura eu esteja.

Sabemos que as criança tem medo do escuro,
do bicho que mora embaixo da cama ou dentro do armário,
de perderem os pais no supermercado...

Eu, como uma criança "gande" tenho medo de te perder
Nestes corredores do mundo, nos labirintos do desencontro
No fogo do ciume, na frieza da inveja que incita o mal,
Espalha a discórdia;

Meu medo se consubstancia na certeza que te amo e que sem ti
Não haverá mais esta chama de luz em meus olhos,
Apenas os "bichos feios" -tristeza, dor, saudade- espalhados por todos os lados.

Sem tua presença, apenas por um dia, parece que faz fugir toda beleza do mundo: todas as cores, músicas, risos... Sem você aqui é tudo cinza, é tudo solidão. É tudo saudade.


Mas também tenho medo de caminhar na direção errada e perder-me também.
Vou aprender o caminho do meio: não amarei de menos, não amarei demais;
Te amarei na medida certa para que compreendas que és sublime
Que eu sei que não me pertences, que eu não te pertenço
Que estamos um no outro,Que somos um e o outro...
Que somos únicos e também somos "nós".
neste meio tempo em que aprendo, vou te amar com a força de mil sóis
E com a luz de 365 dias a cada segundo que passa.

(Aton - 29/11/2008)

Um comentário:

Di disse...

lINDO MEU AMOR..COMO TUDO QUE VC ESCREVE...
TE AMOOO SÓ PRA SEMPREE!!!